Solenidade de Pentecostes.

Pentecostes é uma celebração religiosa cristã que comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. O termo “Pentecostes” originou-se do grego “pentekoste”, que significa “quinquagésimo”, em referência aos 50 dias que se sucedem depois da Páscoa. As duas festas, Ascensão e Pentecostes, devem ser celebradas dentro do único mistério da Morte e Ressurreição de Jesus.
Hoje é dia da Solenidade de Pentecostes, precisamos partir do texto bíblico que nos apresenta na narração: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At, 2, 1-6).
Nessa celebração somos convidados e enviados para professar ao mundo a presença d’Ele [Espírito Santo]. E invocarmos a efusão do Espírito para que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações.
Por essa razão, precisamos entender o significado da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: “O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d’Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às Três Pessoas Divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo” (CIC, n. 691).
A Solenidade de Pentecostes é um fato marcante para toda a Igreja, para os povos, pois nela tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito Santo de Deus.
Se assim não fosse, o evangelista João não teria colocado no seu Evangelho a Ressurreição, a Ascensão e o Pentecoste no mesmo dia “No fim desse dia, que era o primeiro da semana, estando trancadas as portas do lugar onde estavam os discípulos, com medo dos judeus, chegou Jesus. Colocou-se no meio deles e disse: ‘A Paz esteja com vocês’(…) Tendo falado isso, Jesus soprou sobre eles, dizendo: ‘Recebam o Espírito Santo” (Jo 20,19.22).
Caro leitor, certamente você está perguntado, por que então a festa de Pentecostes é celebrada cinquenta dias depois? Existem vários motivos. Vamos falar de dois. Primeiro, porque a Igreja prefere fundamentar essa festa no Evangelho de São Lucas, que coloca o Pentecostes cinquenta dias depois da ressurreição “Eis que enviarei sobre vocês o que o meu Pai prometeu. Portanto, fiquem na cidade, até serem revestidos da força do alto” (Lc 24, 49). Segundo, para valorizar solenemente as duas festas, Ascensão e Pentecostes, com catequeses próprias de cada uma. Assim os fiéis podem entender, vivenciar e celebrar de modo mais profundo e progressivamente o grande mistério de salvação.
A missão de Jesus foi realizada na força do Espírito Santo, “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a Boa Notícia aos pobres” (Lc 4,18a). A missão no tempo dos Apóstolos e a da Igreja hoje em nada se distingue. “Quando chegou o dia de Pentecostes, todos eles estavam reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um barulho como de um vento forte, e encheu a casa onde eles estavam (…) Todos ficaram repletos do Espírito Santo” (At 2,1-2.4a).