Segue-me

A Igreja de Jesus Cristo tem como objetivo construir o Reino de Deus onde reine a paz, a justiça e a fraternidade. Dizemos que ela é vocacionada para desempenhar essa missão no mundo, contando com a ação de pessoas chamadas e preparadas para trabalhar nessa ceara do Senhor. É o que Jesus fala no Evangelho em conversa com os seus discípulos na coletoria de Mateus: “Segue-me” (Mt 9,9).

Na história dos povos foram inúmeras pessoas que nos legaram vidas totalmente dedicadas ao trabalho de evangelização, servindo de exemplo e de motivação para as sucessivas gerações na construção do bem. Foram vocacionadas como seguimento do chamado de Jesus Cristo. Hoje não é diferente e as exigências se tornam cada vez maiores, porque o mal se alastra muito.

Em agosto o conteúdo de nossas pastorais deve ter a marca vocacional. Vocação do sacerdote, dos pais, dos religiosos e das religiosas, dos catequistas e outros agentes de pastoral e dos leigos e das leigas. É oportunidade rica para refletir sobre a missão vocacional da Igreja. Isso pode acontecer em diversos momentos da vida paroquial, na homilia, nos encontros formativos, palestras etc.

O Espírito Santo é a fonte das vocações. Ele age com fecundidade na vida da comunidade cristã e desperta a diversidade dos carismas, dos ministérios e serviços. Mas ninguém segue o que não conhece. As vocações precisam ser propagadas e despertadas através dos agentes pastorais e pela Pastoral Vocacional. Existem vocações, mas muitas ficam perdidas no meio da massa.

A melhor motivação vocacional que temos é o testemunho autêntico de vida cristã. A vida sacerdotal, a vida religiosa, a vida matrimonial, a prática cristã leiga, tudo isso deve motivar a vocação na Igreja. Aí está a melhor propaganda vocacional na comunidade, porque o testemunho fala mais alto do que as palavras. “As palavras comovem, mas os exemplos arrastam”. É o ver para crer.

Todas as pastorais devem ter interesse pelo trabalho vocacional no seu próprio ambiente, despertando nas famílias a importância do seguimento de Jesus Cristo de forma mais autêntica e comprometida. Aliás, a família cristã deve ser geradora de boas vocações para a Igreja e para a sociedade civil. Os honestos políticos, no geral, vêem de famílias bem estruturadas.

  Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)
CNBB