Diocese em Romaria

Neste último final de semana a Diocese de Itapeva esteve em Romaria ao Santuário de Santa Madre Paulina, em Nova Trento, Santa Catarina.

Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, bispo diocesano, padre Juliano Mendes, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida da cidade de Capão Bonito, diácono Edson Sene e vários seminaristas participaram da romaria que teve representantes de várias cidades da diocese.

No domingo, todos participaram da Santa Missa no Santuário, presidida pelo bispo da Diocese de Blumenau, Dom Rafael Biernaski e concelebrada por Dom Arnaldo. O Santuário ficou lotado de fiéis vindos de várias partes do Brasil, fiéis devotos de Santa Paulina.

Santa Paulina

Segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer, Santa Paulina nasceu em 16 de dezembro de 1865, em Vígolo Vattaro, Trentino Alto Ádige, norte da Itália. Recebeu dos pais o nome de Amábile Lúcia Visintainer.

Em 1875, migrou com sua família para o Brasil, país que adotou como sua pátria, estabelecendo-se na localidade de Vígolo, em Nova Trento (SC). Sua mãe faleceu no ano de 1887 e ela cuidou da família até seu pai contrair novo casamento.

Desde criança, ajudou na paróquia de Nova Trento, engajada na vida pastoral e social. Até que, em 12 de julho de 1890, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, junto a sua amiga Virginia Rosa Nicolodi. Elas cuidavam de Angela Viviani, em fase terminal de câncer, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a elas Teresa Anna Maule. As três transferiram a Congregação para a cidade de Nova Trento em 1894.

Em 1903, foi eleita superiora geral, por toda a vida. Nesse mesmo ano, foi para São Paulo, para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, filhas de ex-escravos e pobres na região do Ipiranga.

Já em 1909, quando a Congregação cresceu nos estados de São Paulo e Santa Catarina, Madre Paulina foi deposta do cargo de Superiora Geral pela autoridade eclesiástica e enviada para Bragança Paulista, a fim de cuidar doentes e asilados, onde testemunhou humildade heroica e amor ao Reino de Deus. Compreendendo que a obra é de Deus e não sua, submeteu-se humildemente e permaneceu por nove anos naquela missão.

Foi chamada a viver na sede Geral da Congregação em 1918. Testemunhou uma vida de santidade e ajudou na elaboração da História da Congregação e no resgate do Carisma fundante.

Santa Paulina morreu aos 76 anos, na Casa Geral em São Paulo, dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade, pois viveu em grau heroico as virtudes de fé, esperança e caridade e demais virtudes.

Foi canonizada pelo Papa João Paulo II, em 19 de maio de 2002, na Praça de São Pedro, no Vaticano, e passou a ser chamada de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.